Segurança digital: uma questão de sobrevivência empresarial

Texto Original: Piauí Negócios.

Vivemos em uma dependência irreversível do uso da tecnologia. A automação de processos e a transformação digital estão sendo incorporadas dia após dia em modelos de negócios tradicionais. Do mesmo modo, novos modelos de negócios surgem originariamente com o DNA da inovação tecnológica, a exemplo de empresas que utilizam inteligência artificial desde a concepção da solução. E assistimos de camarote o aumento exponencial do volume de dados na rede e da quantidade de dispositivos digitais. No entanto, em paralelo ao avanço desenfreado da tecnologia, surge uma grande janela de oportunidades para criminosos explorarem vulnerabilidades com o objetivo de praticar crimes digitais.

Não farei aqui nenhum exercício de futurologia. A cada minuto, milhares de empresas são alvos de vazamento de dados, fraudes financeiras e interrupções operacionais. Nos últimos anos, ataques cibernéticos têm demonstrado que não são apenas as grandes companhias que estão no radar dos criminosos digitais. Um relatório da PwC revelou que somente no Brasil, um terço das empresas sofreram perdas de pelo menos US$ 1 milhão nos últimos três anos devido a ataques cibernéticos.

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O Brasil, lamentavelmente, é um dos países do mundo com maior número de crimes digitais registrados. No Piauí, dados e cases refletem esse cenário.

É frequente o reporte de empresas vítimas de crimes digitais no Estado. A Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) recebe diariamente denúncias de vítimas de crimes digitais, dentre elas pequenos, médios e grandes empresários.

A título de informação, crimes digitais são aqueles praticados com o uso de tecnologias (quando a tecnologia é o meio, uma ferramenta) ou contra a própria tecnologia (quando a tecnologia é o alvo). Assim, dentre os crimes mais comuns, podemos citar o crime de dano (ataque de negação de serviço e defacement), divulgação de segredo, violação de marca e direitos autorais, concorrência desleal, invasão de dispositivo informático, contra a honra, falsa identidade, estelionato nas mais diversas modalidades, dentre outros.

Diante desse cenário, surge um questionamento que talvez seja o mais sensível de todos: Por que tantas empresas ainda negligenciam a segurança cibernética?

A resposta pode estar na falsa sensação de que “isso nunca vai acontecer com o meu negócio”. No entanto, a realidade é outra. Isso porque na sociedade digital, a questão não é “se” o seu negócio será atacado, mas “quando”. E, quando isso acontecer, o seu negócio estará preparado?

Com efeito, não existe uma receita de bolo, mas a prevenção é a melhor estratégia para reduzir as chances do criminoso consumar o delito. A adoção de ações preventivas e de baixo custo pode ser determinante para que a sua empresa não seja alvo fácil de criminosos digitais.

Isto posto, é fundamental que as empresas invistam em treinamento contínuo para seus colaboradores, com o objetivo de evitar serem enganados por criminosos que utilizam técnicas de engenharia social para explorar erros humanos e obter informações sigilosas e comerciais. E tal medida reflete na importância de se criar uma cultura organizacional focada em segurança, onde cada colaborador, do estagiário ao CEO, entenda a importância de adotar práticas preventivas.

Não menos importante é a conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados, sendo considerada um pilar essencial de segurança. A adoção de tecnologias avançadas, como inteligência artificial, pode ajudar a identificar e mitigar riscos em tempo real. A elaboração de um plano de resposta a incidentes de segurança também é outro ponto de atenção. Enfim, a segurança cibernética não é apenas uma questão técnica, mas também estratégica.

Dito isso, trago uma reflexão. Enquanto os criminosos digitais continuam evoluindo, usando técnicas cada vez mais sofisticadas e engenhosas para explorar vulnerabilidades ou realizar ações maliciosas, a pergunta que surge é: sua empresa está evoluindo na mesma velocidade? A resposta a essa pergunta pode definir o futuro do seu negócio.

Portanto, a segurança da informação deve ser vista não como um custo, mas como um investimento a curto, médio e longo prazo. Isso porque os impactos do crime digital no seu negócio vão muito além do prejuízo material. Eles refletem na reputação da empresa perante seus clientes, nos ativos intangíveis (marca, programas de computador, know-how, patentes, segredo industrial), na proteção dos dados pessoais dos clientes, na perda de confiança dos consumidores, que muitas vezes são irreparáveis. Ou seja, o prejuízo financeiro seria apenas a ponta do iceberg.

Fonte: Eduardo H. Tobler Camapum – advogado, mestre em Propriedade Intelectual e especialista em Direito Digital.

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